Belas Maldições, Neil Gaiman e Terry Pratchett {Resenha}

O Apocalipse está próximo. O Anticristo está nascendo. Isso quer dizer que em 11 anos, mais ou menos, céu e inferno estarão entrando em guerra e os seres humanos serão dizimados em meio a guerra dos tempos.

Mas o que acontece quando um anjo vendedor de livros raros e um demônio meio gente boa (oi?) resolvem salvar o planeta da destruição iminente? Afinal, a terra não é um lugar tão ruim assim, vai! É isso que vamos acompanhar em Belas Maldições, do Neil Gaiman e Terry Pratchett.

Belas MaldiçõesTítulo original: Good Omens
Autor(a): Neil Gaiman E Terry Pratchett
Editora: Bertrand Brasil
ISBN.: 9788528622003
Ano: 2017
Número de páginas: 350

 Sinopse:

Um descendente direto de O Guia do Mochileiro das Galáxias escrito por dois dos maiores autores britânicos de fantasia O mundo vai acabar em um sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno, residente na Terra, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Depois de quatro mil anos vivendo entre os humanos, eles pegaram um gosto pelo mundo, e o Armagedom lhes parece um evento bastante inconveniente. Então, para evitar o fim do mundo, precisam encontrar a chave de tudo: o jovem Anticristo, agora um menino de 11 anos vivendo tranquilamente em uma cidadezinha inglesa. Em seu caminho, acabarão trombando com uma jovem ocultista, dona do único livro que prevê precisamente os acontecimentos do fim do mundo, caçadores de bruxas ainda na ativa e, quem sabe, até os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Mas eles precisam ser rápidos. Não é só o tempo que está acabando.

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4 estrelinhas

Recebi o livro em parceria com o Grupo Editorial Record e, depois de tantos comentários positivos internet a fora, comecei a criar algumas expectativas com a leitura.

Minha experiencia com os livros do Neil Gaiman são bem pequenas. O único livro que li até hoje foi Lugar Nenhum (resenha dele aqui) e gostei bastante da leitura apesar de ter demorado um pouco para pegar o ritmo.

Com Belas Maldições não foi diferente. Comecei a leitura de forma lenta e só fui conseguir me conectar de verdade com os personagens lá pela metade/dois terços do livro.

“Se você quer imaginar o futuro, imagine um garoto, seu cachorro e seus amigos. E um verão que jamais termina.”

Com um “Q” de Guia do Mochileiro das galáxias a gente acompanha a história de todos os lados possíveis. Vimos o nascimento do Anticristo e acompanhamos sua história quando ele completa 11 anos. Conhecemos os 4 cavaleiros do Apocalipse. Acompanhamos as enroladas em que Crowley (um demônio meio gente boa que acabou  gostando da terra mais do que ele imaginava) e Aziraphale (um anjo meio… hã… diferente, vendedor e apaixonado por livros raros) vão se meter para tentar evitar que o apocalipse seja desencadeado na terra.

Além de conhecer a neta de uma bruxa que previa o futuro de forma certeira e o neto do caçador de bruxas que acabou por mata-la em uma fogueira.

Cheio de sarcasmo e ironias, o livro tem um humor inteligente e ao mesmo tempo um tanto obscuro, mas que garante algumas boas risadas ao longo da leitura. Belas Maldições é um daqueles livros em que existem tantos personagens que a gente fica até um pouco perdido em alguns momentos. Mas não se preocupem, jovens Padawans, logo no início temos uma lista com todos os personagens do livro. O que nos ajuda bastante a nos localizar.

A narrativa é cheia de referências e temos notas de rodapé em boa parte do livro. Os personagens foram bem formulados e desenvolvidos e, no geral, ele é um livro muito bem construído. Os autores souberam montar muito bem uma história repleta de personagens e encaixar cada um deles e cada pedaço da narrativa para que se fizesse um enredo maravilhoso e sem nenhuma ponta solta.

Aqui, o que predomina é o humor politicamente incorreto. E por mais que ele envolva um pouco de religião (já que todos os personagens do livro são figuras da própria bíblia) o livro nos faz refletir sobre nossas próprias escolhas durante a vida e se a maldade está impregnada no ser humano. E como isso pode ser influenciado pela criação e pelos amigos ao logo do crescimento de cada um.

Pra quem gosta de uma boa ficção, esse é o livro ideal!

Quem aí já leu? Me contem ali nos comentários 😉

Maria Simone

24 anos, leonina, carioca, formada em Administração de empresas e leitora assídua até de rótulo de shampoo.

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